
Enfim, o ano começou. Ou alguém considerou 2011 o que veio antes do Carnaval?
Vou pensar que a resposta foi "não" para a graça (?) do início do meu texto fazer sentido. Então, com um ano novinho em folha começando, eu, você e o PT focamos grande parte dos nossos esforços na seguinte direção: mudanças. É tempo de mudar, de colocar a vida em ordem, de abandonar roupas velhas para que novidades possam surgir. Um aspecto que merece ser revirado são os defeitos que temos a chance de identificarmos em nós. Esses devem rapidamente passar por uma avaliação, serem reprovados, ou melhor, transformados em algo melhor. Esse exercício eu tenho feito. Como aluna, daria uma nota acima da média, por todo esforço e dedicação. Mas vou falar: ô coisa difícil.
A tristeza é um defeito meu. Não só um sentimento. A tendência que tenho a me apegar à ela é tamanha que a mesma já se incorporou e se fez defeito. A tristeza vem do que não foi vivido; do que vejo os outros viverem e não tenho; do que quero desenvolver, mas não começo; do que tenho pressa em conquistar, mas não conquisto. É a tristeza de se sentir atrasada em ações, sentimentos, vivências. É como estar em um trem olhando para fora, pensando estar em movimento, até se dar conta de que quem se movimenta é o mundo. Parada estou faz tempo. Por isso, fico triste. Por isso, tristeza.
Confesso: antes me acomodava nela. De uma forma bem estranha, ela, apesar de ruim, concede um conforto, uma satisfação que maltrata aconchegando. Difícil explicar. Por isso, fica fácil o apego (tamanho ao ponto de se tornar defeito). Digo sempre que quem reclama muito, quem se diz muito sofredor, no fundo também sente um prazer em estar nessa situação. Seja por comodismo ou por despertar comoção através da pena, em algum canto encontra-se esta "felicidade" torta (rapaz, isso é algo difícil por demais de se admitir!).
Não me acomodo mais. Tenho tendências, porque mudar é difícil (vide Brasil, né Lula?). Mas definitivamente não é impossível. Digo "não me acomodo mais" como um mantra, daqueles que você, apesar de não sentir, repete, repete até ser incorporado e se tornar verdade. Não me acomodo nessa tristeza. Se aparece, faço questão de dizer adeus. E olha que ela aparece (ó, se como!). Mas não fica. Isso, não! Repito os mantras e começo um novo dia. Uma nova jornada rumo à mudança.
O que me fez escrever esse texto foi um momento de tristeza. Na verdade, aqui, escrevo um mantra, pra dizer que tudo acontece quando tem que acontecer. Isso é certo. Portanto, segue o ano e seus tempos de mudança, para que o sorriso vire regra sincera, as lágrimas só de felicidade e a tristeza fique para os poetas.
"É melhor ser alegre que ser triste
Alegria é a melhor coisa que existe!"
(Vinícius de Moraes e Baden Powell)
Comentários
Mas não veja a tristeza como inimiga, ela pode também servir para nos mostrar que existe o lado oposto ao dela, e que esse lado é aonde queremos ( e devemos) estar!
Beijos.