
"Assim que eu tiver 25 anos, pretendo ter a minha própria casa".
Isso foi o que um rapaz de 17 anos me falou. Isso era o que eu pensava quando tinha uns 17 anos. Hoje tenho 25. Não, não tenho minha própria casa.
Ter um quarto de século deve significar algum período de transição. Porque as farpas ao meu redor vem do caos estabelecido pelas necessidades e limitações que me impulsionam e assombram. Tenho 25, com vontade de pensamentos e estilos de 35. Em determinados momentos, com pensamentos e estilos de 17.
A maturidade é um caminho angustiante quando se tem consciência do processo. Você não a alcançou, mas sente sua necessidade. Você a exercita, mas vez em vez cai nos braços da juventude em seu estagio adolescente. Olha ao seu redor e se sente um adulto-criança, com tantos adultos compreendendo o viver com mais serenidade, com uma juventude inteira que tirou seu lugar na fila do crescimento (como os mais novos parecem se tornar mais velhos mais rápido!). Às vezes todos te fazem sentir criança. Às vezes a vida te lembra do sentido da caminhada. Um puxa de lá, outro de cá.
Tenho 25 anos e me sinto mais nova. Mas não mais me sinto confortável. A independência, a maturidade, a serenidade, a força me chamam, me atraem. A busca é por saber ser jovem sem os apelos adolescentes. Neste processo, sinto cada pedrinha incomodando meus pés durante a caminhada. Quero crescer logo.
Ah, sim. Já está na hora de ter a minha própria casa.
Comentários
Veja os seus comentários como estão em baixa... sua tristeza é a nossa trsiteza!
Beijos!
Belo texto prima! Triste ou não, belo texto... (Me contradizendo) Não espere a felicidade para nos brindar novamente com a sua escrita!
Beijos!
Assim como é uma fase eu não estar lendo os seus blogs! Prometo voltar na primeira oportunidade.
Um beijo!
tenho 27 e tb não tenho a minha casa.. nem filhos, como imaginei tb um dia!
Mas isso é vida que segue.