Pular para o conteúdo principal

Reflexões pós-noivado


A saudade do que nunca se teve.
O colo que faz falta.
O não saber do aconchego do dia a dia
Do apoio, do amparo, do conforto.

Andar de ônibus na solidão das ruas tumultuadas e caóticas.
Ver a sombra das sextas feiras
Na alegria dos outros que andam de mãos dadas pela noite.

Sentir ciúmes do sorriso alheio
Sentir raiva da sua esperança
E tristeza pelo seu pessimismo.
Enquanto isso, ela fica no aguardo de alguma felicidade.

Comentários

Anônimo disse…
POESIA!
É Carol, você escreve poesia e seria linda a sua poesia se não fosse, também, dolorosamente e realmente viceral, como só a vida é.


Sê feliz!
Beijos!


André Vargas
Vitor disse…
Gostei muito da sua incursão numa face mais abstrata. De fato a influencia emocional mútua é muito forte.

Continua, Carol! Beijo, Vitor
Anônimo disse…
Há! Yeah! Yeah! Salcí fufú! Há!


Serginho Mallandro

Postagens mais visitadas deste blog

A Infância na Ponta dos Pés

Hoje vi uma cena no metrô que me deixou intrigada, e que, de certa forma, me incomodou. Estava eu no meu canto no vagão lendo uma revista a caminho do Largo do Machado. Até que umas 3, 4 estações antes, entra uma senhora e sua neta. Até aí, nada demais, até que meu olhar um tanto curioso me fez observar aquela menininha. A princípio, tudo normal. Menina bonita, por volta dos 9 anos. Imaginei que estava curtindo uma bela manhã na companhia da avó, já que as aulas ainda não começaram. De repente um celular toca. Era o dela, menininha de 9 anos. Ela, rapidamente, retira o aparelho da bolsa e atende. Parecia ser sua mãe do outro lado. E foi neste momento, ao observar a cena, que algo me pareceu deslocado. Primeiramente, o jeito dela de atender o celular. Após retirá-lo da bolsa, abre o flip do aparelho, joga seus cabelos soltos um pouco para trás, tirando-os de seus ouvidos, e atende a mãe com um tom adulto em sua voz. E desta maneira flui toda a conversa. Mas não era só sua voz, também ha...

Simbora pra 2011?

E mais um ano se encerra. Graças a Deus! Vou dizer só uma vez pra não ficar repetindo coisas ruins (estou lendo um livro que fala da importância de repetirmos pensamentos e frases positivas, como mantras. Assim, sem às vezes nem acreditarmos de fato no que pensamos, vamos projetando e transformando nossa realidade.): 2010 não foi um bom ano. Mas como tudo o que não é bom, rendeu alguns aprendizados que pretendo utilizar para tornar 2011 um ano melhor. 2011: ano do coelho e regido por Mercúrio, que estará retrógrado em alguns meses do ano. Como todo ano, mais uma tentativa de renovação. Mais uma esperança entusiasmada de ser melhor, de se viver melhor e de crescer. Na verdade, mais tempo da gente tentar colocar tudo isso em prática, já que um simples calendário não faz milagre nenhum. Começarei o ano em festa, já que comprovei empiricamente que uma passagem de ano feliz representa doses extras de boas energias para o resto do ano. Já para os outros dias, pretendo que sejam também de fes...

Bofetadas e Catarse em Horário Nobre

Não é de hoje que as novelas, principalmente as das 20h (ou 21h, embora o antigo horário ainda seja a referência em nossas cabeças), têm se repetido muito. Faz tempo que não acompanho uma capítulo a capítulo, mas também é impossível não saber o que está acontecendo: romances, traições, culturas diferentes, viagens caras e acessíveis (mundo incrível, não?), abordagem de algum problema social, entre outros temas frequentes. Mas eu tenho notado que uma característica tem conquistado um espaço bom e esperado pelo público: o espancamento. Lembro-me de Celebridades, com a Maria Clara Diniz (Malu Mader) e Laura (Cláudia Abreu), inimigas mortais que viviam se enfrentando, onde a mocinha (a produtora de shows Maria Clara que de forma, digamos, muito "natural", trazia para o Brasil uma estrela internacional por semana) era vitima de toda a inveja e maldades da vilã Laura, que queria ter o reconhecimento de "musa inspiradora" de uma música, que não me recordo de ter ouvido du...