Já quiseram ser outra pessoa? Já quiseram ser mais do que você é?
No momento, queria ter mais conhecimentos. Queria ter disposição para as dificuldades. Queria ter coragem diante dos medos. Queria já ter lido todos os livros que anotei em meus papéis, os quais nem sequer comprei ou comecei. Queria ter aceitado propostas e chances que não aceitei. Queria ter conhecido pessoas diversas, de outras culturas, origens, pensamentos. Queria ter uma causa pela qual lutar. Queria ter escrito todos os textos que se iniciaram em minha mente, mas que por dificuldades práticas não se concretizaram. Queria ter sido incentivada a tocar piano quando pequena. Queria ter sido mais madura quando entrei na faculdade.
Queria tanto conhecer novas pessoas! Queria também que alguns dos conhecidos que conheci por aí se tornassem mais próximos. Queria não ter preguiça. Queria ter a capacidade de me concentrar. Queria me sentir natural em situações desafiadoras. Queria ter ouvido mais músicas. Queria tanto conhecer toda a obra de Caetano!
Queria ter escrito artigos. Queria ter sido produtora enquanto cursava Produção Cultural. Queria ser uma Produtora, igual as pessoas que conheci na última quinta. Queria ter dado bom dia todos os dias ao guarda que fica na faculdade. Queria ter me aprofundado mais em cada tema e em cada trabalho que desenvolvi. Queria ter ajudado a mudar as coisas. Queria ajudar a mudar algo.
Queria viver não só no meu mundo. Queria trocar mais idéias. Queria ver mais experiências dos outros. Queria não me deixar influenciar pelos outros. Queria sempre ter comigo os ensinamentos que me foram dados.
Queria minha mãe por perto.
Queria algum "ele" do meu lado. Queria ter alguém para compartilhar um pôr do sol qualquer no Rio (que eu nunca vi). Queria alguém que me ensinasse a cozinhar. Queria alguém para ver filmes. Queria deixar de sempre fazer as coisas sozinhas. Queria que, pelo menos, um dos que passaram tivesse ficado.
Queria ter idéias novas. Queria ter idéias inovadoras! Queria contribuir com novidades. Queria agregar alguma coisa às pessoas. Queria poder ter ajudado ao moço que vi hoje dormindo em uma calçada suja. Queria me indignar com coisas que, confesso, já percebo que não causam impactos em minha rotina, mas que deveriam.
Queria definir meu tema de monografia. Queria que ele fosse importante para algo. Queria poder escrever um bom texto. Queria saber escrever um bom texto. Queria definir o que quero do meu futuro. Queria não ter só mais um ano pra isso.
Queria ter retido as várias informações que me chegaram, mas que não ficaram em minha mente. Queria ter anotado muito mais observações de tudo o que vivi. Queria ter ido ver o trabalho do Tião com a Trupe. Queria manter a minha ingenuidade e ter mais um pouco dela.
Queria ser sido Flávia, Adriana, Fernanda, Maria, Natalia, Ana, Luana, entre tantas outras.
Na verdade, acho que queria ser mais Carolina.
No momento, queria ter mais conhecimentos. Queria ter disposição para as dificuldades. Queria ter coragem diante dos medos. Queria já ter lido todos os livros que anotei em meus papéis, os quais nem sequer comprei ou comecei. Queria ter aceitado propostas e chances que não aceitei. Queria ter conhecido pessoas diversas, de outras culturas, origens, pensamentos. Queria ter uma causa pela qual lutar. Queria ter escrito todos os textos que se iniciaram em minha mente, mas que por dificuldades práticas não se concretizaram. Queria ter sido incentivada a tocar piano quando pequena. Queria ter sido mais madura quando entrei na faculdade.
Queria tanto conhecer novas pessoas! Queria também que alguns dos conhecidos que conheci por aí se tornassem mais próximos. Queria não ter preguiça. Queria ter a capacidade de me concentrar. Queria me sentir natural em situações desafiadoras. Queria ter ouvido mais músicas. Queria tanto conhecer toda a obra de Caetano!
Queria ter escrito artigos. Queria ter sido produtora enquanto cursava Produção Cultural. Queria ser uma Produtora, igual as pessoas que conheci na última quinta. Queria ter dado bom dia todos os dias ao guarda que fica na faculdade. Queria ter me aprofundado mais em cada tema e em cada trabalho que desenvolvi. Queria ter ajudado a mudar as coisas. Queria ajudar a mudar algo.
Queria viver não só no meu mundo. Queria trocar mais idéias. Queria ver mais experiências dos outros. Queria não me deixar influenciar pelos outros. Queria sempre ter comigo os ensinamentos que me foram dados.
Queria minha mãe por perto.
Queria algum "ele" do meu lado. Queria ter alguém para compartilhar um pôr do sol qualquer no Rio (que eu nunca vi). Queria alguém que me ensinasse a cozinhar. Queria alguém para ver filmes. Queria deixar de sempre fazer as coisas sozinhas. Queria que, pelo menos, um dos que passaram tivesse ficado.
Queria ter idéias novas. Queria ter idéias inovadoras! Queria contribuir com novidades. Queria agregar alguma coisa às pessoas. Queria poder ter ajudado ao moço que vi hoje dormindo em uma calçada suja. Queria me indignar com coisas que, confesso, já percebo que não causam impactos em minha rotina, mas que deveriam.
Queria definir meu tema de monografia. Queria que ele fosse importante para algo. Queria poder escrever um bom texto. Queria saber escrever um bom texto. Queria definir o que quero do meu futuro. Queria não ter só mais um ano pra isso.
Queria ter retido as várias informações que me chegaram, mas que não ficaram em minha mente. Queria ter anotado muito mais observações de tudo o que vivi. Queria ter ido ver o trabalho do Tião com a Trupe. Queria manter a minha ingenuidade e ter mais um pouco dela.
Queria ser sido Flávia, Adriana, Fernanda, Maria, Natalia, Ana, Luana, entre tantas outras.
Na verdade, acho que queria ser mais Carolina.
Comentários
Tem tanta vontade nesse seu texto que eu, confesso, me senti meio morta, meio bruma... incorpórea... irreal.
Aí passando essa chacoalhada, pensei assim: Carolina talvez precise de tudo isso, mas, no final das contas, Carolina tem tempo, saúde e, principalmente, vontade de ir atrás de todas essas coisas. Carolina tem uma inteligência absurda não só para se controlar e acertar aquelas pegadinhas de vestibular, mas também para olhar para sua própria vida e enxergar profundo, como se estivesse vendo de fora.
E tudo o que ela quer está tão logo além dos seus dedos que, mais uma esticadinha, Carolina chega lá. E Carolina devia pensar que, já tendo isso tudo de antemão, aos vinte e poucos, o que seria dos pobres anos (tantos e tantos) ainda por vir?
A coisa mais difícil é a gente ter noção total da casa em que a gente vive, porque, quando estamos inseridos em algo, nosso ponto de vista é limitado. Ver de fora, sim, é que é uma beleza. E você consegue ver seu corpo-casa de fora.
Agora é ir à luta. :)