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Sentimentos...

No momento vou me desprender do que pode ser injustiça, da opinião dos outros, ou até do que pode ser a realidade. E não quero aqui dar uma de "ah, tadinha" nem nada. Pra começar: estou muito bem.

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Me sinto sozinha.

Em todos os momentos me encontro cercada de pessoas. Amigos queridos, familiares, conhecidos, transeuntes. Vejo rostos, rio, ouço histórias. Mas, ao mesmo tempo, surge uma incrível sensação de solidão. Pode parecer injustiça, e não estou reclamando de ninguém aqui. Mas é um sentimento que surge de forma involuntária.

No final de tudo, acaba sendo eu e eu. Vou e volto de ônibus, ando de barca, vou ao cinema, fico em meu quarto, descubro livros e músicas, vejo dias bonitos, chego à conclusões. Sozinha. Não tenho problemas em estar comigo mesma, costumo curtir a minha companhia com prazer. Mas tem horas que um só não basta. Há a necessidade de dividir, de compartilhar. Sinto a falta de um complemento durante algumas dessas lacunas da rotina.

Dentro de mim mesma, causo algumas revoluções. Pequenas, mas que acrescentam coisas novas a todo momento. Entretanto, certas descobertas diminuem seu fogo por ficarem reservadas a mim. Sinto falta de ter alguém que esteja de alma aberta para dividir meus pensametos. Digo alma, não somente ouvidos. Estes são mais fáceis de encontrar. Agora uma alma aberta exige muito mais. Ela representa que seus pensamentos não só são ouvidos, mas também encontram conforto e carinho em algum outro recanto que não o seu. E quando a alma está "fechada" (mesmo que esta pense estar aberta), fica evidente nas sutilezas.

Talvez este seja um dos motivos que me fazem escrever. Buscar alma nas palavras. Confesso que não a encontro facilmente. Mas as tentativas continuam. Prova disso é este texto, principalmente a sua primeira frase, que nunca imaginaria publicar e dividir com ninguém.



Ps: Não ia fazer isso, mas minha mente me perturba. Não estou aqui reclamando da vida ou do que tenho. Sei que tenho verdadeiras riquezas em minha volta. E, novamente: estou bem, obrigada.

Comentários

érica disse…
Sabe, eu penso muito em tudo isso que você escreveu. E a conclusão maior a que eu cheguei é que a solidão é mesmo inevitável. Mesmo que você tenha um melhor amigo, pais presentes, um namorado atencioso, no final das contas é sempre você com você mesmo, e só você vai poder saber exatamente onde lhe aperta o sapato.
Aprender a conviver com essa independência é um dos maiores desafios da vida, acho.
Encaro o ser humano como uma estrada. Eventualmente, ela vai se cruzar com outras, mas na maioria das vezes segue sozinha e vai chegar a um destino único.
Fico feliz de a minha estrada cruzar com estradas maravilhosas que nem a sua. ;)

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