Bom, como já disse, não sou escritora. Mas como sempre fui muito reservada, de vez em quando escolhia o papel e as palavras para dividir alguns pensamentos. Entretanto, nunca os divulguei.
Mas agora o post vai ser com um texto antigo, de 2005, quando ainda morava em Cabo Frio. Ele vem como uma despedida de um dos momentos que mais gosto e espero durante o ano: o outono. É engraçado reler esse texto e ver como ele é cheio de exageros. Mas também perceber como esses exageros ainda são reais em mim. Bom, com muita vergonha e frio na barriga (rsrs), aí está.
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Há um momento para ser feliz. É quando os vento sopram com intensidade; quando as folhas se chocam entre si e produzem aquele leve som de vida; é quando o sol brilha e ilumina tudo e todos de forma singular. Ilumina e não fere. É quando o azul do céu ganha um tom único, lindo e indescritível. Aliás, tudo se torna indescritível quando o outono chega.
Que alegria essa estação me traz! É um sentimento de leveza e de esperança. Tudo se torna tão mais claro, suportável e especial. O humor muda, as cores mudam - se tornam vibrantes e mágicas -, o coração muda. É quando me sinto confortável, segura e forte. É o meu porto que garante minha proteção, os meus sorrisos e minha sanidade. É quando me sinto realmente em casa.
Sim, minha casa. O outono representa a poltrona confortável, onde me acomodo completamente, e que é acompanhada por uma mesinha que tem minhas músicas, meus livros e meus pensamentos. É tanta alegria que eu precisaria de muito mais conhecimento, experiência e eloquência - os quais meus 19 anos ainda não me oferecem - para descrever em palavras todo esse sentimento e essa felicidade que sinto.
Não, preciso ainda de muitos outonos para descobrir as palavras certas para expressar a euforia que cresce dentro de mim e as lágrimas que banham meus olhos. É preciso muito mais vida para entender o som que as folhas produzem e o inexplicável azul desse céu que me envolve em um abraço. Mas, por enquanto, me emociona saber que há um lugar para ser feliz: qualquer um, na companhia do outono.
Até 2010.
Mas agora o post vai ser com um texto antigo, de 2005, quando ainda morava em Cabo Frio. Ele vem como uma despedida de um dos momentos que mais gosto e espero durante o ano: o outono. É engraçado reler esse texto e ver como ele é cheio de exageros. Mas também perceber como esses exageros ainda são reais em mim. Bom, com muita vergonha e frio na barriga (rsrs), aí está.
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Há um momento para ser feliz. É quando os vento sopram com intensidade; quando as folhas se chocam entre si e produzem aquele leve som de vida; é quando o sol brilha e ilumina tudo e todos de forma singular. Ilumina e não fere. É quando o azul do céu ganha um tom único, lindo e indescritível. Aliás, tudo se torna indescritível quando o outono chega.
Que alegria essa estação me traz! É um sentimento de leveza e de esperança. Tudo se torna tão mais claro, suportável e especial. O humor muda, as cores mudam - se tornam vibrantes e mágicas -, o coração muda. É quando me sinto confortável, segura e forte. É o meu porto que garante minha proteção, os meus sorrisos e minha sanidade. É quando me sinto realmente em casa.
Sim, minha casa. O outono representa a poltrona confortável, onde me acomodo completamente, e que é acompanhada por uma mesinha que tem minhas músicas, meus livros e meus pensamentos. É tanta alegria que eu precisaria de muito mais conhecimento, experiência e eloquência - os quais meus 19 anos ainda não me oferecem - para descrever em palavras todo esse sentimento e essa felicidade que sinto.
Não, preciso ainda de muitos outonos para descobrir as palavras certas para expressar a euforia que cresce dentro de mim e as lágrimas que banham meus olhos. É preciso muito mais vida para entender o som que as folhas produzem e o inexplicável azul desse céu que me envolve em um abraço. Mas, por enquanto, me emociona saber que há um lugar para ser feliz: qualquer um, na companhia do outono.
Até 2010.
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