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Entre o ontem e o amanhã

De repente me deu saudades dos tempos em que não se tinha consciência da tristeza e dos problemas.

Saudades dos dias em que saíamos para a escola e voltávamos direto para o banho refrescante que vinha antes do jantar.

Saudades de ter todo mundo ali, logo ao lado, ou a um telefonema de distância, imaginando que tudo estava bem.

Saudades de quando nossas ações eram simples, ingênuas, espontâneas.

Sinto falta de não ter que pensar em consequências sérias.

E ainda de não ter dúvidas sobre o futuro.

Falta-me o colo, o beijo, a visita do carnaval, a reunião de fim de ano, as férias longe, as palhaçadas de um senhor.

Tudo um dia se transforma, deixando saudades.

Às vezes vale à pena. Às vezes só é uma pena.




Em homenagem ao querido Tio Pedrinho, que faz parte do coro bonito de sempre em canções como essa:

O Pó da Estrada
Sá, Rodrix e Guarabyra

O pó da estrada gruda no meu rosto,
Como a distância, matando as palavras,
Na minha boca sempre o mesmo assunto,
O pó da estrada.

O pó da estrada brilha nos meus olhos,
Como as distâncias mudam as palavras,
Na minha boca sempre a mesma sede,
O pó da estrada.

Conheci um velho vagabundo,
Que andava por aí sem querer parar,
Quando parava,
Ele dizia a todos,
Que o seu coração ainda rolava pelo mundo.

O pó da estrada fica em minha roupa,
O cheiro forte da poeira levantada,
Levando a gente sempre mais à frente,
Nada mais urgente,
Que o pó da estrada,
Que o pó da estrada.

Comentários

Anônimo disse…
Como comentei a um tempo atrás, o gostoso é ver que muda e não muda, ao mesmo tempo!

Andei sumido, lerei os outros posts aos poucos...

Beijo grande, Calooca! E feliz 2010!

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